|
|
09/07/07 - Feira Literária é parte do desenvolvimento sustentável de Parati
Participação inusitada marcou a Festa Literária Internacional de Parati (FLIP) nesta quinta edição de 2007, com 20 mil turistas e 10 mil crianças, nos 21 debates sobre literatura, cinema e teatro e mais de 100 atividades infantis e eventos paralelos. O crescimento nos números é um reforço na filosofia da feira de ser uma ponte para o desenvolvimento sustentável da cidade, "pois com a visibilidade quem sabe alguns problemas estruturais do município recebam mais atenção e a feira vire uma ferramenta para um futuro mais interessante", destacou o diretor da Associação Casa Azul, organizadora do evento, Mauro Munhoz.
A Associação, que trabalha há dez anos na sustentabilidade regional, concebeu a primeira FLIP, em 2003, dentro da missão dos programas de revitalização de Parati – ameaçada pela especulação imobiliária e o processo de favelização, produzidos nos anos de 1970 com a abertura da Rodovia Rio-Santos.
"Da pequena tenda onde hoje está a Flipinha, a feira tomou dimensões gigantescas, só esse ano foram 20 mil turistas contra 12 mil em 2006. Importante, porém, é que não somos produtores culturais. Promovemos uma feira feita por pessoas daqui, comprometidas com o desenvolvimento local, como a revitalização da borda d'água, entre outras ações que o evento fortalece, incluindo reivindicações de melhorias pelo poder municipal", explica Cynthia Vieira, do Programa Educativo Cirandas de Paraty, da Associação Casa Azul.
Principalmente a Flipinha – espaço de exibição do público jovem, infantil e de artistas locais – funciona como uma espécie de colcha de retalhos dos trabalhos desenvolvidos diariamente nas escolas costeiras. Neste caso, a Associação que olhar a transmissão de saberes populares e da literatura como repertórios vivos, promovendo a Ciranda de Autores - encontro com escritores nas escolas para mostrar o processo de criação literária aos jovens -, a Ciranda da Leitura - formando leitores e despertando o encantamento pelos livros nos alunos -, ou a Ciranda dos Bonecos - oficinas em que se produzem bonecos e máscaras gigantes baseados em personagens da literatura, para apreciação na na praça da FLIP.
| |
|